Como Conscientizar as crianças sobre finanças

09 Mar de 2015

Como conscientizar as crianças sobre finanças



Orientações 
Por que é importante que as crianças entendam sobre finanças? 

O dinheiro cria oportunidades para as pessoas tomarem decisões. Seja em casa ou no
trabalho, essas decisões são parte de nosso cotidiano. No entanto, protegemos nossos
filhos da realidade adulta em relação ao dinheiro, o que significa, em última instância, que
não os ensinamos nada sobre finanças. 
Nós, adultos, damos um mau exemplo, ao termos um custo de vida além de nossos meios,
acumulando dívidas. O resultado disso é que estamos criando uma geração que não tem a
menor ideia sobre finanças e está completamente despreparada para as tentações e
desafios financeiros que irão enfrentar. 
Precisamos ensinar as crianças a se tornarem poupadores e investidores, ao invés de
gastadores impulsivos. Precisamos ajudá-las a guardar uma porcentagem maior do
dinheiro que recebem e a gastar melhor. 
Vivemos num mundo no qual o dinheiro em espécie não é mais a forma dominante e os
credores nos deixam acessar mais dinheiro do que, de fato, poderíamos pegar
emprestado. Não é mais suficiente poupar para tempos de “vacas magras” – precisamos
planejar uma aposentadoria que pode durar algumas décadas. Num mundo regido pelo
desejo de consumir produtos novos e modernos, se não ensinarmos as crianças sobre
finanças agora, as gerações futuras ficarão numa situação ainda pior. 
Beth Kobliner, especialista financeira e autora do best-seller do New York Times Get a Financial Life, comenta: “Veja a crise do crédito hipotecário e quantas famílias perderam
suas casas – 3,9 milhões de execuções. Veja o valor de $1,1 trilhão em empréstimos
estudantis pendentes. O valor de $845 bilhões em dívidas de cartão de crédito. É evidente
que os adultos não entendem muito de dinheiro. Para ajudar a próxima geração a evitar
os erros dos mais velhos e a viver uma vida financeiramente saudável, eles precisam
aprender os fundamentos das finanças”. 
Kobliner acredita que as crianças, a partir dos três anos, são capazes de entender os
conceitos de gasto e poupança, e diz: “Quanto mais cedo os pais começarem a tirar
vantagem dos momentos cotidianos que permitem ensinar sobre dinheiro, melhor será
para as crianças. Os pais são a influência mais importante no comportamento financeiro
dos filhos, então cabe a eles criar uma geração de consumidores, investidores,
poupadores e doadores conscientes”. 
Lições simples sobre finanças 
O que fazer? Como adultos, é importante orientar nossos filhos, e precisamos começar a
educá-los desde cedo.
Assim que as crianças aprendem a contar, é possível introduzir a noção de dinheiro. As
crianças pequenas adoram brincar de lojinha e, embora esta não pareça ser uma lição
valiosa sobre finanças, a observação e a repetição são duas das mais importantes formas
de se aprender. Decisões cotidianas sobre como gastar dinheiro terão um impacto muito
maior no futuro financeiro de uma criança do que qualquer decisão de investimento,
portanto aprender que algo é muito caro ou desnecessário em uma situação de
brincadeira é o ponto de partida perfeito. 
A partir daí, você deve começar a comunicar seus próprios valores monetários a seus
filhos. Apresente ideias de poupança, de acumular dinheiro através de investimentos e,
claro, de gastar com sabedoria. Ao mesmo tempo, as crianças precisam entender a
diferença entre precisar de alguma coisa ou querer alguma coisa. Isso ajudará a prepará-
las para tomar boas decisões de gasto no futuro.
Uma das primeiras lições sobre finanças que você pode ensinar às crianças é o valor dos
gastos e das economias. Alguns pais optam por oferecer às crianças o equivalente à
quantia que economizaram, outros preferem pagar juros sobre as economias. 
Estabelecendo metas financeiras
Estabelecer metas financeiras é fundamental para aprender o valor do dinheiro e poupar.
Seja qual for sua idade, se você não tem um objetivo, nunca saberá quando o atingiu, seja
este economizar para comprar um carro novo, sapatos novos ou criar um fundo de
pensão. 
Para ler uma história inspiradora sobre o poder do estabelecimento de metas financeiras,
visite www.mrmoneymustache.com. O Mr Money Mustache alcançou sua meta de se
aposentar aos trinta anos ao adotar um estilo de vida cerca de 50% mais barato do que o
de seus colegas, investindo o resto. Ele criou um blog para contar sua história: “…o país
inteiro parecia ter o mesmo comportamento estranho: adotavam estilos de vida
ridiculamente caros e achavam isso normal, e depois ficavam perplexos quando não
tinham dinheiro sobrando para comprar sua própria liberdade”. 
Quase tudo o que seu filho pede para comprar pode se tornar o objeto de uma meta
financeira. A meta tem que ser realista, para que a criança não perca o interesse antes que
ela seja atingida, mas estabelecer e atingir metas ajuda as crianças a aprenderem a ser
responsáveis por suas próprias finanças. 
Dos três aos cinco anos 
Desde os três anos e, certamente, ao completarem cinco, você deve ensinar as crianças
que elas devem esperar para comprar as coisas que realmente desejam. Isto se enquadra
na importante lição financeira de entender a diferença entre querer algo e precisar de
algo. Por exemplo, elas podem querer um tênis novo, mas precisam de sapatos novos
para a escola. 
Segundo Beth Kobliner, “este é um conceito difícil para pessoas de qualquer idade aprenderem”. No entanto, ela acredita que é fundamental ensinar as crianças que, se elas
realmente querem alguma coisa, devem esperar e economizar para comprá-la. Ensinar
essa lição cedo define um comportamento para a vida toda, e as crianças aprendem que ir
a uma loja não significa necessariamente comprar alguma coisa. 
Há uma série de atividades que você pode utilizar para ajudar a explicar esse conceito: 

Quando seu filho ou filha estiver esperando por alguma coisa (por exemplo, sua
vez de usar o balanço no parque), explique o quão importante é esperar
pacientemente por algo que você deseja. 
Defina três potes de dinheiro: um para economias, um para gastos e um para
compartilhar. Sempre que ele(a) receber algum dinheiro, peça que o divida
igualmente entre os três potes. Ele(a) deve usar o pote dos gastos em compras
pequenas (mas apenas se tiver dinheiro suficiente!) e o pote das economias para
compras maiores. O pote para compartilhar deve ser usado para qualquer causa
que vocês considerem louvável. 
Em relação ao pote das economias, você deve ajudar seu filho ou filha a
estabelecer uma meta para comprar algo que ele(a) realmente queira. É
importante que não seja algo muito caro, que leve meses para juntar, pois o
objetivo é que tenha sucesso. Sempre que o dinheiro for adicionado ao pote das
economias, conte quanto dinheiro tem lá e diga quanto ainda falta para atingir a
meta. É importante dizer também quanto tempo isso deve levar!
Dos seis aos dez anos 

Quando as crianças ficam mais velhas, é importante que entendam que o dinheiro é finito.
Explique que precisam fazer escolhas sensatas e que, uma vez gasto o dinheiro, não
haverá mais. Você pode continuar com as atividades que iniciou anteriormente, mas
também pode ajudá-las a tomar decisões financeiras mais adultas. 
Em média, gastamos um terço de nossos salários em alimentos, portanto, é importante
envolver seus filhos na compra de supermercado semanal. Explique que você comprou um produto de certa marca, talvez a própria marca do supermercado, porque é mais
barato, ou algo que estava em oferta. Fale sobre as vantagens de comprar em grande
quantidade quando isso significa uma economia.
Quando estiver no supermercado com seus filhos, dê a eles um pouco de dinheiro para
comprar algum produto (por exemplo, R$5,00 para comprar maçãs). Desta forma, eles têm
uma oportunidade valiosa de tomar decisões com dinheiro em uma situação real, e
também aprendem a usar o bom senso ao gastar. Ao mesmo tempo, converse sobre suas
próprias decisões de compra, por exemplo, “não vou comprar isto porque é mais barato
em outro lugar. Não precisamos disto esta semana porque vamos jantar na casa da vovó,
etc.”. 
Se você está fazendo compras em outro lugar, explique como planejar uma compra ao
invés de comprar impulsivamente. Converse sobre como procurar o preço por unidade
para verificar se estão fazendo um bom negócio, e os ensine a avaliar outros aspectos
como a qualidade do produto e sua garantia. Acima de tudo, ensine que fazer compras
pode ser divertido e muito produtivo, quando bem planejado. Via de regra, os gastos não
planejados resultam num desperdício de 20-30%, pois acabamos pagando preços mais
altos. (Fonte: Introducing Kids to Money, www.life.familyeducation.com). 
Caso ainda não tenha feito, esta é uma boa idade para levar uma criança para abrir sua
própria conta no banco e estimular que faça depósitos regularmente. Também é
importante deixar que saquem algum dinheiro para fazer compras, caso contrário isto
pode desestimular as economias. 
Outra atividade interessante é estimular a criança a manter registros daquilo com que
gastaram seu dinheiro – uma prática fundamental para controlar o orçamento na vida
adulta. Uma maneira simples de fazer isso é ter 12 envelopes, um para cada mês do ano, e
um envelope maior para colocar os 12 menores. Eles devem colocar os recibos de todas as
suas compras no envelope correspondente e escrever a soma do gasto mensal do lado de
fora. Você pode ajudar com a matemática, claro!
A adolescência 
Quando seu filho ou filha se tornar adolescente, você pode ensiná-lo (a) sobre o valor de economizar, ao invés de gastar, e sobre como o dinheiro pode valorizar se for investido adequadamente. Há várias ferramentas online disponíveis para ajudá-los a entender esses conceitos. 
Infelizmente, a maioria das crianças nessa idade não está nada interessada em
economizar – eles vêem algo e querem comprá-lo imediatamente. Você precisa ensiná-los
sobre metas a longo prazo e incentivá-los a começar a economizar para adquirir itens
mais caros. Eles precisam saber que para alcançar uma meta a longo prazo, pode ser
necessário deixar de lado alguns prazeres a curto prazo, por exemplo, um lanche ou um
café depois da escola. 
Em casa, explique e demonstre o conceito de ganhar juros sobre suas economias. Você
pode considerar pagar juros sobre o dinheiro que economizam. Sente-se com eles para
calcular quanto vão ganhar para que possam ver quanto dinheiro terão se esperarem.
Por volta dessa idade, você pode tentar ajudá-los a entender o que é crédito. Uma forma
rápida e eficaz de fazer isso é cobrar uma pequena quantia de juros no dinheiro que você
empresta. Por exemplo, você empresta R$1.000,00 para seu filho ou filha comprar uma
bicicleta nova; ele(a) concorda que lhe pagará de volta em parcelas mensais de R$80, o
que vai levar um pouco mais de um ano, que já é um tempo longo para pagar por uma
bicicleta que ele(a) vai começar a usar instantaneamente e que pode não estar em
perfeitas condições quando os 12 meses chegarem ao fim. No entanto, quando você
explicar que irá cobrar também 5 ou 10% de juros por mês sobre o empréstimo, ele(a) se
dará conta de que vai demorar ainda mais para quitar o pagamento e que, na verdade,
estará pagando mais do que a bicicleta vale. 
Quando seu filho ou filha completar 18 anos, é essencial que entenda essa lição. Nessa
fase, eles são capazes de abrir suas próprias contas de cartão de crédito e um mundo de
dívidas pode se abrir para um adolescente que não foi bem educado em finanças.
Você precisa ter certeza de que eles entendem o que é crédito e quais são os riscos
associados. Dê o bom exemplo de apenas usar um cartão de crédito se o saldo puder ser pago integralmente no final de cada mês. Você também precisa explicar como o não
pagamento do cartão de crédito pode afetar seu histórico de crédito no futuro. Embora
isso possa não parecer importante para eles naquele momento, eles precisam entender as
implicações futuras em termos de financiamentos imobiliários e até mesmo emprego.
Ensine seus filhos sobre orçamentos semanais e como um cartão de crédito pode
contribuir para possíveis gastos emergenciais. Entretanto, uma solução mais eficaz seria
voltar às lições sobre economias de quando eles eram mais novos e incentivá-los a poupar
pelo menos o valor necessário para viver três meses em caso de emergências. 
Mesada 
Uma das melhores formas de dar responsabilidade financeira a seus filhos é oferecer uma
mesada. Trent Hamm (autor do blog The Simple Dollar) acredita que você pode dar a uma
criança, a partir dos quatro anos, uma quantia mensal que pode ser aumentada
gradualmente a cada ano. Não há uma quantia certa ou errada, mas há quatro fatores
principais que devem ser levados em consideração. 

A idade da criança 
a renda familiar 
onde você vive 
Aquilo que o dinheiro deve cobrir
(Fonte: www.life.familyeducation.com) 

Se você tem mais do que um filho, é perfeitamente aceitável que os mais velhos recebam
mais dinheiro, afinal de contas, suas necessidades financeiras e seu entendimento
provavelmente são maiores do que seus irmãos mais novos. Discuta com seus filhos
aquilo que o dinheiro deve cobrir e respeite sempre as regras! Trent Hamm dá a seus filhos
US $0,50 por semana para cada ano das suas vidas, portanto, uma criança de 8 anos
recebe US $4 por semana. Dessa quantia, seus filhos devem doar 20%, investir 20% e
economizar 20% para uma meta futura. Ele acredita que isso ensina às crianças os
princípios básicos de montar um orçamento e os benefícios a longo prazo de economizar. “Eles aprendem que estruturar o que eles fazem com sua renda é algo totalmente normal
e que segmentar seu dinheiro significa que eles sempre terão suficiente para aquilo que
precisam”.

Uma ideia simples é pagar a seu filho ou filha com dinheiro trocado, permitindo que ele (a)
o dividam de forma simples entre os diferentes potes, ao invés de entregar uma nota
grande. 
Opções de gasto e compras inteligentes 
Crianças de todas as idades devem ser incentivadas a tomarem decisões de gastos.
Independentemente de você considerar essas decisões boas ou ruins, as crianças
aprendem com suas ações. Inicie uma discussão aberta antes de eles fazerem uma
compra e os incentive a usar seu bom senso. Ensine-os sobre os benefícios de pesquisar
antes de fazer compras grandes. A melhor hora para comprar é depois de ter encontrado a
melhor oferta. Uma boa técnica a se usar é a chamada “gastar por escolha”. Incentive as
crianças a pensarem em três outras coisas que eles poderiam comprar com o mesmo
dinheiro, para decidir qual delas eles realmente precisam. 
As crianças são altamente influenciadas por anúncios de televisão. Os adultos devem
ensiná-las a avaliar adequadamente o que viram antes de comprar. Será que o produto
realmente faz tudo aquilo que o anúncio diz? O preço é justo ou há uma alternativa
melhor que oferece a mesma coisa? Relembre que se alguma coisa parece boa demais
para ser verdade, provavelmente o é! 
Comece cedo e seja um exemplo 
A conscientização financeira das crianças deve começar assim que possível. Converse com
seus filhos sobre dinheiro e finanças e lembre-se de dar um bom exemplo. Deixe seus
filhos cometerem erros, mas converse sobre esses erros para ajudá-los a tomarem
melhores decisões em sua próxima compra. Além de seu dinheiro de bolso, ofereça
formas criativas de ganhar dinheiro, pois é mais provável que eles gastem sabiamente se tiverem se esforçado para ganhar o dinheiro. 
A Internet oferece uma variedade de jogos e recursos para ajudar a ensinar as crianças
sobre finanças. Jogos e atividades divertidos são uma forma excelente de fazer com que
as crianças se interessem e de estimular sua mente. Acima de tudo, converse sobre
finanças com seus filhos. Envolva-os nas suas próprias decisões de gastos e planeje
conversas regulares entre a família. Use essas conversas para examinar os seus hábitos de
gasto como família e para discutir sobre o que pretendem comprar com suas economias.
Reserve um tempo para discutir a situação econômica local e global e pense em como
vocês podem economizar em casa, bem como quais são as alternativas para não gastar
dinheiro. Essas são informações essenciais para permitir que as crianças assumam
responsabilidade pelo seu próprio bem estar financeiro. 
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