Poesias sobre a Escravidão

10 Mai de 2011
Oi pessoal!!!
Estou postando algumas poesias para a Libertação dos Escravos.

NEGRITUDE

O negro olha o passado,
e não gosta do que vê.
olha o presente e protesta,
contra a imagem da TV.
Se um dia foi escravo,
e apanhou pra valer,
agora está revoltado
pois continua a sofrer.
Se um dia foi sequestrado
de sua terra querida,
hoje sente que é roubado,
de seus direitos da vida.
O branco quer humilhá-lo,
quer que o negro perca a calma.
Já não pode chicoteá-lo,
e chicoteia a sua alma.
Mas o negro não se entrega,
não se engana, não se ilude,
e continua assumindo,
sua bela negritude.
A consciência do negro
atinge a maturidade,
Vem lutando bravamente,
desde o Zumbi dos Palmares.
Sua luta vai em frente,
com coragem e persistência,
E na vida vai provando,
sua enorme competência,
A batalha sem limites,
quer no campo ou na cidade,
é contra o preconceito,
em busca da igualdade.
A consciência do branco,
precisa ser despertada.
Tem que respeitar o negro,
Pois toda a vida é sagrada.
Autor Desconhecido.

BANZO NEGRO
Negro clama liberdade,
Negro clama liberdade,
Negro clama liberdade,
Negro não sabe o que é dor!
Negro não tem alma não,
Assim, dizia o feitor…
Com seu chicote na mão,
Malvado banzo me mata,
Quero a Pátria voltar,
Na minha terra sou livre,
Qual avezinha no ar.
Negro, negrooooooo!

Negro, negrooooooo!

A ESCRAVIDÃO
A escravidão não foi só
o domínio do forte sobre o fraco,
do rico sobre o pobre,
do poderoso sobre o indefeso.

Não foi só
questão de supremacia
de raça,
de cor,
de dinheiro.

Não foi só
expressão de ganância,
de injustiça,
de calculismo,
de desumanidade.

Não foi só
o mais torpe degrau
da cegueira humana,
da pequenez da alma,
da miséria interior.

Foi também
e, primacialmente,
evocando Zumbi,
a certeza de que,
dentre os valores mais caros,
nada suplanta o do anseio
da liberdade!

Autor: Luiz Carlos de Oliveira

A ESCRAVIDÃO

(2ª parte)

A igreja pediu perdão ao escravo!
Mas, para que perdoada seja,
faz-se preciso mais do que isso.
Há que lhe devolver a vida
– levianamente ceifada –
e assumir o compromisso
de que ela será respeitada
– aqui na terra e no além –
e entender, definitivamente,
que o negro, o pobre e o indigente
são gentes também!

Autor: Luiz Carlos de Oliveira

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3 Comentários

    Rio 21 de março de 2015 às 20:03

    Companheiro a escravidão nada mais foi do que conquistadores da antiguidade resgatando seus debitos diante da lei de Deus, ensinada por Jesus, "A cada um segundo as suas obras."

    Rio 21 de março de 2015 às 20:20

    Leia o capitulo OS NEGROS DO BRASIL, livro Brasil Coração do Mundo Pátria do Evangelho, Chico Xavier / Humberto de Campos.

    Rio 21 de março de 2015 às 23:05

    Leia o capitulo OS NEGROS DO BRASIL, livro Brasil Coração do Mundo Pátria do Evangelho, Chico Xavier / Humberto de Campos.

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